O medo de se perder o que já se perdeu. A esperança inútil que volte tudo a ser como antes quando é melhor que fique tudo assim. As recordações dos momentos que se viveu e a amarga certeza de que não voltam atrás. A ideia de recomeçar e o receio de começar tudo do zero. O medo de que volte sempre a ser como antes. O medo de ser feliz e o medo de voltar a cair no poço... Porque é muito mais rápida a subida que a queda. Porque dói mais quando estamos lá em baixo e, mesmo assim, passamos lá grande parte da vida. Ainda que a maior parte de nós queira partir e um pequeno bocado queira ficar. Quando esse pequeno bocado vale mais que a maior parte. Quando, mesmo amachucados, queremos ficar porque sabemos perdoar de coração aberto. E quando temos o coração tão grande que acabamos por pisar-nos a nós próprios e, ainda assim, não nos esquecemos de levantar os outros. De fazer felizes os que nos rodeiam. Mesmo que não nos deem valor. Quando continuamos a gostar de quem não nos valoriza. Fugimos? Ou ficamos?
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"Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem
caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será
alcançada."
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