13 novembro 2008

"A Vanessinha tinha longos cabelos castanhos, pele bronzeada e um sorriso que contagiava tudo e todos. Sempre lutou por tudo o que queria e foram os sonhos que sempre a mantiveram em pé. Apaixonou-se pelo meu irmão quando ele só tinha olhos para a Liliana. Mas nunca baixou os braços e levou sempre a sua avante até ao dia em que ele teve de se render...
Trabalhava num sitio onde demorava uma hora a chegar e outra hora a voltar. Adorava os colegas e no dia em que foi embora, os colegas tiraram todos uma fotografia para lhe dar em que se lia por baixo "Nessinha continua sempre a sonhar".
Mudou de local de trabalho no dia em que ele lhe pediu em casamento e lhe prometeu a felicidade eterna. Agora bastava atravessar a estrada e estava no trabalho.
Um ano depois, tinha a casa que lhe tinha sido prometida, o homem por quem se apaixonara ao seu lado e o emprego que tanto tinha ansiado.
Eles iam sempre almoçar a casa mas a hora de almoço era distinta- nunca se cruzavam.
Ontem, quando ela estava a acabar a sua refeição, ele pediu-lhe "loucamente" para que não saísse sem ele chegar. Ela barafustou, disse que já estava atrasada e que não podia esperar. Ele insistiu. Ela esperou... esperou... e ele finalmente chegou. Ela perguntou-lhe o porquê de tanta insistência e ele disse que não tinha motivo, apenas lhe apetecia estar com ela.
Ela riu-se, derreteu-se: abraçaram-se. Ela disse que tinha mesmo de ir embora.
Um beijo. A porta a fechar. Ele na janela. A passadeira que lhe devolvia o trabalho. O acidente.
Morreu no dia em que o destino a traiu. Mas fez da sua vida uma lição para todos nós. "

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"Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem
caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será
alcançada."