03 agosto 2008

Hoje acaba um ciclo. Um dos melhores da minha vida, com certeza. Vou ter saudades das alegrias, dos sorrisos, das certezas que me deram, das forças, das gargalhadas, do cheiro. Desde que lá entrei, sempre soube que vocês iam ser a minha segunda família. E foram. É impossível retribuir, ou mesmo conseguir agradecer, os mimos, a atenção e o aconchego que sentia entre vós. Prometo que não vou esquecer nunca todos os minutos que passámos juntos. E apesar de saber que, mais tarde ou mais cedo, ia acabar por haver uma despedida, nunca pensei que fosse tão dolorosa. Talvez por isso, hoje, ao entrar lá pela última vez, tenha tido a esperança que não fosse mesmo a última vez. Custa tanto deixar o que nos fez tão bem. Mesmo assim, eu acho que o dia em que olhar para trás e ver que nenhum de nós se cruzou mais, vai doer ainda mais. Porque a vida é isto mesmo: uma mistura de encontros e desencontros, onde nada acontece por acaso mas onde tudo se perde na correria dos dias... E como dizia o Manoel de Barros, "Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade.A gente só descobre isso depois de grande." Não dá para explicar...

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"Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem
caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será
alcançada."