25 maio 2008

Rui Veloso

Nunca voltes ao lugar
onde já foste feliz
Por muito que o coração diga,
não faças o que ele diz

Nunca mais voltes à casa
onde ardeste de paixão
só encontrarás erva rasa
por entre as lages do chão

Nada do que por lá vires
será como no passado
Não queiras reacender
um lume já apagado

São as regras da sensatez
Vais sair a dizer que desta, desta e de vez

Por grande a tentação
Que te crie a saudade
Não mates a recordação
Que lembra a felicidade

Nunca voltes ao lugar
Onde o arco-iris se pôs
Só encontrarás a cinza
Que dá na garganta nós

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"Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem
caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será
alcançada."