30 outubro 2007

um dia vais perceber

que nem tudo o tempo cura. que a liberdade que me roubaste ontem, teve influência ontem, hoje e amanha. que eu era apenas pequenos graos de areia nas tuas grandes maos. sabes o que acontece quando se aperta muito aos maos? os graos acabam por cair todos entre os dedos... um dia vais perceber que tambem eu fui caindo pouco a pouco. um dia vais perceber que me roubaste muito, demais. que nunca podes criar muralhas a frente das pessoas com medo de as perder porque acabas mesmo por as perder. que a razao nem sempre está a ter favor e que nem sempre os teus ideias sao os que trazem mais felicidade a ti e aos que te rodeiam. um dia vais perceber que para mim sempre foi um desconsolo ser um dos soldados que tem de se limitar a dizer "sim senhor" e nunca mas nunca contrariar ou enfrentar uma palavra tua que, a meu ver, não é a mais correcta. é assim que me educas? a ser obrigada a viver entre quatro paredes, obrigada a viver no silencio?


tenho pena que nao sejas a melhor do mundo. de qualquer modo hás de ser sempre a melhor que eu tive. porque mae só ha uma. e no meu dicionario nao existe perdao para ti. apenas amor. um dia tambem vais perceber isso.

1 comentário:

Artur.S disse...

Belo texto!

"Sem fé, você dizia, sem amor, sem perdão, sem
caridade, seremos eternos peregrinos em busca de uma felicidade que jamais será
alcançada."